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segunda-feira, abril 23, 2007

coisas de macho

Eina pá hoje deu-vos com força.... acho que é do calor e do efeito de estufa... é urgente que alguém estude o efeito do efeito de estufa nas pessoas. Neste blog pode-se dizer porra e merda?????????
muito tempo depois....
quem cala consente....
o melhor é contar-vos duas histórias, uma dentro da outra e a propósito das saudades da infância (desculpem lá, mas aí, fico-vos a ganhar.... por larga distância... no tempo e eventualmente no espaço) e a propósito daquilo que gostaria de ter feito e não fiz...
começo pelo que fiz e não devia ter feito, ok não li os quatro livros do Molina, para refazer o trabalho de Desenho que tenho que entregar na próxima sexta-feira, confesso, estive a dormir a sesta uma parte da tarde e a outra parte a falar com a almofada, foi bom de caraças, não há nada como sermos donos, de pelo menos uma parte do nosso tempo... e que tudo o mais vá para o inferno... este calor ajuda ainda mais a preguiça.... boa, que me desculpem quem tem mesmo que trabalhar à tarde... já tinha dito que era um privilegiado....
Também devia ter ido cortar o cabelo... há mais de dez anos que ando a imaginar o dia em que possa ir à Índia e purificar-me com algum bocado de bosta nas águas pútridas do Ganges, visitar o marmóreo templo ao amor - Taj Mahal - ao pino do meio-dia até que o sol se perca no horizonte... e deleitar-me com o cheiro a bosta fresca enquanto o mais belo botão de rosa emerge, inocentemente alvo e quase imperceptivelmente perfumado... juro que até já sonhei em tempos, com essa viagem mítica... e mística... num combóio muita loucoooooooooo... e Goa e... uma certa «caneca»... e o Índico e o calor e o maior palmeiral do mundo... e as corridas de bicicleta em caminhos de terra quente e vermelha, e as goiabas roubadas à vizinha, no intervalo das jogatanas de futebol e os bocados de cana-de-açúcar chupados até ao tutano, naquela outra África sem tempo, nem honra, nem glória, apenas uma terra e várias gentes, só!!
e as férias de três meses e os poços que abríamos no quintal do meu avô e o carro-de-mão quase a sério e a bicicleta que passava por cima de toda a folha e as câmaras-de-ar, que a partir de certa altura tinham que passar a câmaras-de-água, para que a corrida não acabasse... e as fisgas de verdade feitas à mão, por nós, com o forcado e as tiras de borracha e a plica e as pedras a acertar nos passaritos e na cabeça de algum mais azarado... spectrum... ups...glups... acho que já tinha quase trinta quando peguei no primeiro e até fiz um curso de basic... hehehehe
porra... foi mesmo tudo lá atrás... sim e as topadas nos dedos dos pés e os aterranços e o mercúriocromo e as juntas de bois e os burros... e...
merda... já passou, foi bom, mas a vida continua e, se quisermos, há sempre uma recordação boa que fica... digo eu, com os nervos...
desculpem a fraqueza...
como diria a Carlota, vocês, em particular neste ano, também foram a melhor coisa que me podia ter acontecido... ainda que, passe a imodéstia, esteja cada vez mais gordo, posso bem dar os meus dez quilos à Sophiaruy, mas enfim acho que também estou cada bez mais bello... e há quem me dê um pouquito mais que trinta e cinco.... lolllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
rebolo-me no chão a partir o côco... hehehehehehehehehehehe
já me esquecia dos cromos colados com cuspo ou cola de farinha do gil eanes, diogo cão e outros náuticos que vinham nuns rebuçaditos e depois já no liceu uns cromos mais modernaços dos jogadores de futebol e os gelados que davam umas naves especiais... quase discos voadores... já nem sei bem... 1965 e seguintes.... bequebequebeque... lolllllllllllllllllllllllllllllll